Clipping on SWR

piano Nós do SWR-Brasil, primamos pela liberdade de expressão; por isso segue abaixo uma resenha (um tanto quanto negativa) sobre o primeiro álbum da banda. Com palavras bonitas, o autor tentou ser sucinto ao exteriozar os motivos pelo qual não gostou do duo Warfield/Bravin. Cabe aos fãs contra-argumentarem suas afirmações de forma coesa. Deixe-nos seu comentário!

[] Muito já foi dito sobre estes dois. Acusaram-nos de impostores, de plagiar bandas como os Joy Division, os Depeche Mode ou os Bauhaus, de serem apenas forma sem conteúdo, de serem uma de muitas bandas oportunistas sem identidade que se confundem aos magotes. Mas, como distinguir o que é feito com alma e coração daquilo que é engendrado pelos neurónios, ou discernir o que é genuíno e honesto e o que, nem que seja aparentemente, segue uma fórmula já estabelecida e provada? Ai, estas dúvidas…
Não sei o que me irrita mais: andarem sempre a bater no ceguinho, eu ter caído na armadilha de sedução do duo californiano ou eu não me sentir irritado com isto. Seja como fôr, sinto um grande apelo quando ouço o disco. Os temas, construídos com engenho (ambos os membros tiveram experiências na música electrónica durante os anos 90) e pujança, geometrizam notas e relocalizam referências. Este desfile de canções sobre a perversidade das relações cativam pela sua sordidez e sex-appeal com as quais nos identificamos por vezes. A narrativa crua e por vezes fria domina a poesia. Não se destacam de todo pela originalidade, mas demonstram uma capacidade de síntese entre algumas correntes julgadas distantes (o pós-punk e a synth-pop) e uma catarse verbal que diria quase pornográfica.
Sei o que muitos devem estar a pensar: como foi possível este gajo dedicar mais que duas linhas a este disco? Compreendo a pergunta, mas também sei que muitos pensarão doutra maneira.
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fonte: Blog do Puto

(Postado por: Adriana Kilt)